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Quinta-feira, 14 de Maio 2026
Política

Frentes parlamentares criticam fim do imposto de importação e alertam para concorrência desleal

Deputado Julio Lopes destaca prejuízos ao setor produtivo e ao comércio nacional com a isenção tributária

Repórter TV
Por Repórter TV
Frentes parlamentares criticam fim do imposto de importação e alertam para concorrência desleal
Vinicius Loures / Câmara dos Deputados
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Duas frentes parlamentares, a Frente pelo Brasil Competitivo (FPBC) e a Frente em Defesa da Propriedade Intelectual e Combate à Pirataria (FPI), expressaram veemente condenação à decisão do governo federal de extinguir o imposto de importação de 20% sobre compras internacionais de até US$ 50, popularmente conhecido como "taxa das blusinhas". A medida, formalizada por meio de uma medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e uma portaria do Ministério da Fazenda, é apontada como um fator que intensifica a concorrência desleal e impacta negativamente o setor produtivo nacional.

O deputado Julio Lopes (PP-RJ), que preside ambas as frentes, enfatizou a disparidade nas condições de mercado entre as plataformas internacionais e as empresas brasileiras. Ele argumenta que a ausência de tributação sobre produtos importados, em contraste com a alta carga fiscal sobre o empresariado nacional, cria um cenário insustentável.

“Não existe competitividade quando o empresário brasileiro paga impostos altos e o produto importado entra sem tributação”, declarou o parlamentar. Ele alertou que essa situação “prejudica empregos, a produção nacional e o comércio formal”.

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A busca pela isonomia tributária

Em comunicado oficial, a Frente pelo Brasil Competitivo destacou a necessidade urgente de uma análise técnica aprofundada sobre o tema, considerando os severos impactos que a medida pode gerar para pequenos e médios empreendedores no país. Para restabelecer o equilíbrio fiscal, a frente sugere que o governo implemente um tratamento tributário equivalente para compras nacionais de até R$ 250.

Essa proposta visa alinhar as condições internas com os critérios atualmente aplicados ao comércio exterior, promovendo uma concorrência mais justa.

Impacto na indústria e comércio formal

A Frente em Defesa da Propriedade Intelectual, por sua vez, reitera que a isenção tributária enfraquece diretamente a indústria e o comércio formal. Esses setores continuam a arcar com uma carga tributária elevada e custos operacionais significativos, desvantagens que não se aplicam às grandes plataformas internacionais de comércio eletrônico.

FONTE/CRÉDITOS: Agência Câmara Notícias

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