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Quinta-feira, 14 de Maio 2026
Economia

Poupança tem retirada líquida de R$ 476,4 milhões em abril, com Selic influenciando investidores

O Banco Central divulgou que as saídas superaram as entradas na caderneta de poupança, impactando o saldo em um cenário de juros elevados e expectativa pela inflação do IBGE.

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Por Repórter TV
Poupança tem retirada líquida de R$ 476,4 milhões em abril, com Selic influenciando investidores
© Marcello Casal Jr/Agência Brasil/Arquivo
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A caderneta de poupança brasileira registrou uma retirada líquida de R$ 476,4 milhões em abril, conforme relatório divulgado pelo Banco Central (BC) nesta quinta-feira (8). Esse saldo negativo reflete um volume de saques superior aos depósitos, em um cenário econômico onde a taxa Selic, ainda em patamares elevados, continua a direcionar os investidores para alternativas mais rentáveis.

Durante o mês passado, os depósitos na caderneta somaram R$ 362,2 bilhões, enquanto as retiradas alcançaram R$ 362,7 bilhões. Adicionalmente, os rendimentos creditados nas contas de poupança totalizaram R$ 6,3 bilhões, mantendo o saldo geral da aplicação em pouco mais de R$ 1 trilhão.

A tendência de mais saques do que depósitos na poupança não é recente, marcando os últimos anos. Em 2023, por exemplo, a retirada líquida anual atingiu R$ 87,8 bilhões, e em 2024, até o momento, já soma R$ 15,5 bilhões.

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O acumulado dos primeiros quatro meses deste ano mostra uma retirada líquida de R$ 41,7 bilhões da caderneta. Um dos principais fatores por trás dessa movimentação é a persistência da taxa Selic em níveis elevados, que torna outros investimentos mais atrativos em termos de rentabilidade.

A influência da Selic e a decisão do Copom

Na mais recente reunião, realizada neste mês, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central optou por reduzir a Selic em 0,25 ponto percentual, fixando-a em 14,5% ao ano.

Apesar das incertezas geopolíticas, como a guerra no Oriente Médio, e das expectativas de uma inflação em alta, a autoridade monetária prosseguiu com seu ciclo de cortes na taxa básica de juros, embora sem fornecer indicações claras sobre futuras decisões.

A Selic é uma ferramenta crucial utilizada pelo Banco Central para assegurar o cumprimento da meta de 3% para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o indicador oficial da inflação no Brasil.

O aumento da taxa básica de juros pelo Copom visa conter a demanda aquecida, impactando diretamente os preços ao encarecer o crédito e, por consequência, incentivar a poupança.

Cenário da inflação e próximos dados

Em março, a inflação oficial do país registrou 0,88%, impulsionada principalmente pelos setores de transportes e alimentação, superando os 0,7% observados em fevereiro.

O IPCA acumulado nos últimos 12 meses alcançou 4,14%, conforme dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A expectativa agora se volta para a divulgação da inflação referente ao mês de abril, que será anunciada pelo IBGE na próxima terça-feira (12).

FONTE/CRÉDITOS: Andreia Verdélio - Repórter da Agência Brasil

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